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Pan une arte e esporte no espetáculo de abertura

Esporte e arte se misturaram na abertura dos XVII Jogos Pan-Americanos 2015. O espetáculo oferecido pelo Cirque du Soleil – famosa trupe circense que tem a proposta de encantar o mundo e conta com ex-atletas no elenco – transmitiu os valores da prática esportiva e resgatou a tradição da cultura canadense durante o show que abriu a maior competição esportiva das Américas, em Toronto, no Canadá.

Antes da abertura, George Hilton, ministro dos Esportes, se encontrou com os presidentes dos Comitês Olímpicos Internacional (COI), Thomas Bach, e do Brasil, Carlos Arthur Nuzman. Durante a conversa, falou sobre os preparativos da cidade do Rio de Janeiro para receber as Olimpíadas de 2016. “Renovamos aqui no Pan de Toronto, na companhia de Thomas Bach, o compromisso de realizar no ano que vem os melhores Jogos Olímpicos de todos os tempos”, disse o ministro.

A festa no Estádio Rogers Centre, ao lado do cartão postal CN Tower, mostrou o pluralismo cultural e deu as boas-vindas aos atletas. No início da cerimônia, a tocha Pan-Americana chegou ao estádio depois de 41 dias de percurso em 130 comunidades canadenses desde que foi acendida em Teotihuacan, no México. Das mãos do ex-atleta Donovan Bailey, campeão olímpico em 1996 nos 100m no atletismo e conhecido no país como o homem mais rápido do mundo, o símbolo entrou no palco principal e ficou em destaque durante toda a cerimônia de abertura.

O primeiro país a entrar foi a Argentina. Aos poucos, as 41 equipes desfilaram e foram recebidas pelo público presente ao estádio. Dono de 18 medalhas em Jogos Pan-Americanos, o nadador Thiago Pereira carregou a bandeira brasileira e puxou os atletas no desfile tradicional. A equipe verde amarela foi recebida com festa. Os atletas retribuíram e fizeram várias selfies compartilhadas nas redes sociais.

Formada por 590 esportistas, a delegação nacional conta com 417 esportistas beneficiados pelo Bolsa Atleta ou pelo Bolsa Pódio do Ministério do Esporte. Assim, a edição de Toronto tem pouco mais de 70% da maior delegação da história em evento fora do Brasil recebendo recursos diretos do governo federal.

Com mais de meio bilhão de reais em investimentos do Ministério do Esporte, e de outras ações do governo federal desde 2010, o Time Brasil encara o Pan de Toronto amparado para alcançar os melhores resultados no último megaevento multiesportivo antes dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Os recursos vão de Bolsa-Atleta, Bolsa Pódio (benefícios para os atletas que variam entre R$ 5 mil e R$ 15 mil), Lei Agnelo/Piva, Lei de Incentivo até convênios firmados com as confederações.

O espetáculo oferecido pelo Cirque du Soleil tratou sobre o legado das primeiras nações, da diversidade cultural, da história do Canadá e do poder inspirador dos atletas. Inspirada no caminho da consumação de um sonho e da celebração de homens e mulheres que ajudaram a construir uma cidade original, o público pôde conhecer as origens da sede dos Jogos.

O início da apresentação mostrou o despertar de uma nação, com homenagens aos povos indígenas canadenses. As dificuldades, o desafio do desconhecido também estiveram presentes no espetáculo. Em outro momento, a criação dos Jogos Pan-Americanos, a transformação de um território em um país e a concretização de um sonho foram mostrados. Coube ao governador-geral do Canadá, David Johnston, dar as boas-vindas aos atletas e ao público e o pontapé para o início oficial dos Jogos: “Esta noite eu declaro solenemente abertos os Jogos Pan-Americanos”. A chama Pan-Americana, que marcou o fim da cerimônia, foi acesa por Steve Nash, famoso jogador de basquete.

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Autor: Local

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