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Municípios debatem preservação da mata atlântica

Representantes das nove cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista debateram soluções para preservar a Mata Atlântica. O encontro fez parte da programação da 3ª Semana da Mata Atlântica, organizada pelo Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) em conjunto com a Prefeitura do Guarujá, e teve a participação da  secretária estadual do Meio Ambiente, Patrícia Iglecias, e do diretor-executivo da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), Helio Hamilton Vieira Junior.

O tema da terceira edição do evento foi “O homem envolvido pelo bioma Mata Atlântica”. A busca de um plano metropolitano para a preservação e o estabelecimento de um plano regional de proteção à mata atlântica foi lembrado pelo diretor-executivo da Agem. “A metropolização é uma luta de anos e temos as condições necessárias para estabelecer um plano regional de governança para a proteção do meio ambiente, por meio de projetos estruturais que promovam a proteção do bioma mata atlântica na Baixada Santista”, disse Vieira.

A delegada regional de turismo da Baixada Santista e Vale do Ribeira, Celina Linhares, representou o secretário estadual de Turismo, Roberto de Lucena. “Acredito na preservação da mata atlântica como fonte de beleza natural e geração de turismo e renda para as pessoas. Hoje as pessoas estão mais preocupadas com a preservação, há uma conscientização”, disse Celina.

Para a delegada regional de Turismo, é preciso explorar o potencial turístico da mata Atlântica, sem estragar, com o turismo ecológico, rapel e trilhas que levam a cachoeiras. “Isso vai gerar renda para as pessoas e os ecossistemas de nossa região serão preservados”, frisou Celina, ressaltando: “Foi muito importante a realização desse encontro, com pessoas que têm um interesse comum. Isso só tem a somar no objetivo de preservarmos a mata atlântica”.

Para o secretário municipal de Meio Ambiente, o encontro foi positivo. “Estou muito satisfeito porque os objetivos iniciais foram atingidos, ou seja, uma articulação das ações de preservação e recuperação do bioma, que os municípios já realizam”.

Também foi realizada uma mesa redonda, com a participação de secretários dos municípios da Baixada, representantes da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Condesb, Agem e a sociedade civil organizada. Nos debates houve troca de experiências em programas ambientais e apresentação de propostas, que deverão ser implantadas nos municípios participantes.

Dentre as propostas apresentadas estão o fomento de ações para a limpeza de rios, mangues e córregos; programas de arborização com uso de plantas nativas; programas de educação ambiental em comunidades, marinas e condomínios, além do incentivo à pesquisa de essências.

Ainda foram apresentadas propostas para manutenção das tradições indígenas e caiçaras (farmácia viva), das matas ciliares e nascentes, implantação de saneamento básico em comunidades e recuperação de encostas. O plano regional de arborização, a regulamentação da atuação das guardas municipais ambientais e o plano de preservação e resgate de comunidades tradicionais também foram debatidos durante o evento.

Segundo o secretário do Meio Ambiente, as propostas apresentadas durante o evento integrarão a carta de intenções com medidas que deverão prevalecer por um ano. “A construção da Carta do Guarujá é importante. O documento norteará a atuação dos municípios da região nos próximos 12 meses. É um avanço, pois as ações ocorrerão de forma articulada”.

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Autor: Local

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